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Último vídeo-sensação dos caras.
- design, atualidades | Time: 7:37 pm (UTC+8) Comments (1)
Último vídeo-sensação dos caras.
Tava lendo no Adweek sobre virais. E é engraçado que, enquanto aqui a cultura do viral ainda está em alta, assim como a cultura de guerrilha, lá fora (leia-se Estados Unidos), os caras já tentam reinventar essa ferramenta, até porque ela já virou lugar-comum. A galera daqui que é mais ligada em trends não precisa ler um texto gringo pra perceber que a informação está cada vez mais saturada; um viral novo, se não for absurdamente sensacional, cairá nesse conluio de informações.
Publicidade como entretenimento? Ok. Pode funcionar por mais um tempo. Mas não é muito mais válido oferecer um viral que seja uma aperfeiçoamento de um serviço?
Esse raciocínio é ilustrado no texto com uma comparação entre dois virais, o subservient chicken, do Burger King, e o pizza builder, do Domino’s. O primeiro tem fins claramente cômicos: um cara vestido de frango que faz um grande número de atividades, basta digitá-las e enviá-las. No caso da Domino’s, a ferramenta criada permite ao usuário adicionar os ingredientes que quiser em sua pizza, nomeá-la e tê-la entregue em sua casa. Prático e funcional.
O Nick Law, CCO da R/GA, fala sobre isso com uma frase-chave no texto todo: “When you create a utility, you’re creating something that gives people time back”. Porque é isso mesmo, as pessoas estão cada vez mais sem tempo, e a publicidade como conhecemos, encontra cada vez mais dificuldades para quebrar essa barreira da escassez do tempo.
Compareci nos três dias de Top Planejamento Estratégico 2008 e, em meio a muitas idéias e metodologias de trabalho, fiquei encucado com uma coisa: todos os palestrantes, sem excessão, vendiam, como principal diferencial de suas agências, a total integração entre o Planejamento e a Criação. Ok, legal, mas isso não deveria ser a premissa de qualquer agência?
Sabemos que o mercado de publicidade brasileiro está atrasado em alguns aspectos, mas, num panorama geral, esse atraso é relevado pela qualidade final do trabalho, propiciado pela mundialmente-aclamada direção de arte. Não se pode, entretanto, tapar o sol com a peneira e fingir que está tudo bem, obrigado.
Você percebe que tem algo errado quando quase todas as agências estão falando em integração de departamentos, uma discussão tão antiga que chega a ser tediosa. Ficou muito claro que, algo que fica tão bem no plano teórico — essa integração –, no plano execucional chega a ser pífia.
Resultado: tudamesmacoisa. Ou melhor, esse diferencial, que não chega a ser nem um pouco diferencial, como vimos, é defendido com teses diferentes por parte das agências — é só dar uma olhada no site delas, naquela parte boring de filosofia e missão.
O desafio é mostrar isso da maneira mais peculiar. A PeraltaStrawberryFrog, por exemplo, disse que o cliente senta com eles em todos os processos de trabalho e também dá idéias, podendo ser vetado como qualquer outro da agência… Conversa pra boi dormir?