February 6, 2008

Paranoid Park

Fui assistir ao filme com boas expectativas. Aquela história de sempre: prêmio em Cannes, vai bem nas críticas, ad infinitum.

A história é sobre Alex, um pseudo skatista que, após ser convidado por um de seus amigos, vai para o Paranoid Park, uma pista de skate construída ilicitamente por outros skatistas. Lá, Alex entra em contato com a juventude marginal de sua cidade, além de se envolver em um delito.

Não vou me aprofundar mais no roteiro, até porque, qualquer detalhe revelado pode estragar a plot twist que ocorre durante a película. Quero apenas deixar registrada minha decepção com o filme. Eu sabia que não podia esperar muito de uma história que envolvesse skate. Mas, meu, ganhou prêmio no Festival de fucking Cannes. Tinha que haver algo de bom.

O filme é recheado com digressões. Tantas que o tornam moroso, confuso e chato. O resultado é conhecido: diversos dejà-vús; você sempre acha que já assistiu à determinada cena. A sensação de dominar o filme, ou se sentir parte do roteiro, querer descobrir a trama que ainda é devir, simplesmente não existe. Olha-se para o relógio frequentemente. Até ele não ajuda: as horas parecem passar mais devagar.

Fade in e fade outs também não colaboram. São lentos demais.

Os créditos ficam com a trilha sonora. É curiosa, interessante e torna momentos críticos e tensos em episódios que beiram à comédia.

3 Comments »

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  1. Também tive que fazer um comentário no meu blog. O pior é que só li críticas boas a respeito.
    Vou esperar um dia reflexivo chegar para assistir novamente, mas ainda assim, não coloco muita fé de que vou conseguir me simpatizar com a trama.
    Amei “Elefante”, mas Gus Van Sant deveria ter colocado mais sua veia neste último trabalho.

    Comment by Marion — February 6, 2008 @ 4:53 pm

  2. Vixe, será que só eu sou do contra aqui? (rs)

    Eu fui sem expectativas também, afinal, não assisti “Gênio Indomável” e, “Elefante”, embora tenha seus méritos, não é o que se pode chamar de obra-prima.

    Mas no caso de Paranoid Park, se eu fosse traduzí-lo em uma palavra esta seria ’sensibilidade’. Ao contrário de você, acho que o filme nos transporta, sim, para o roteiro, mesmo porque a aparente confusão se dá porque a história nos é contada da mesma forma em que Alex escreve suas memórias: aleatoriamente, fora de ordem, lembrando-se dos detalhes aos poucos até que tudo faça sentido (para ele e para nós).

    Ao meu ver, os “fade ins e fade outs”, além de completarem essa idéia de lembrança e recuperação de detalhes perdidos na memória (ou o desejo de esquecê-los), casam-se perfeitamente com as cenas nas pistas de skate, envolvidas numa trilha deliciosa que transforma o clichê (eu também estava com receio de ver um filme sobre skatistas) em uma quase poesia.

    Se a história, por si só, não convence, o acabamento que Gus Van Sant deu a ela chega bem próximo disso.

    (vixe, acho que acabo de escrever um post-resenha! rssss… Bjs, dear!)

    Comment by Lu — February 9, 2008 @ 7:24 am

  3. Mesmo vc e a Ma falando mal, eu quero assistir… nâo mais no cinema, mas quero.
    E mais respeito com o skate, mano!!!

    Comment by Fernanda Martins — February 14, 2008 @ 4:22 pm

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