January 29, 2008

Google Bible

Não, não é verdade. O Google não lançou uma nova engenhoca baseada no livro mais-vendido-do-mundo. Trata-se do trabalho sensacional da Glue Society, entitulado God’s Eye View (cross, moses, ark, eden). A proposta, como o próprio nome diz, é retratar alguns dos principais eventos bíblicos sob a ótica do criador.

Tem a imagem da Arca de Noé, Moisés abrindo o Mar Vermelho, o Jardim do Éden e o local da Crucificação.

Via.

January 19, 2008

Herótica

Ontem fui à estréia de Herótica — Cartilha Feminina para Homens Machos, no Teatro Augusta. A peça traz Karina Barum, Márcia Manfredini e Iná de Carvalho interpretando uma mesma mulher em épocas diferentes de suas vidas: uma aos 30, outra aos 40 e a terceira aos 50. Entre outros, elas discutem a mania obsessiva que o homem tem por seu pênis, os tabus da sociedade falocêntrica e o papel subjugado da mulher pelos discursos machistas que, segundo o texto, está totalmente fora de moda. Darson Ribeiro faz papel antagônico e se senta em meio à platéia, questionando-as freqüentemente sobre o que querem, afinal, num relacionamento.

As atrizes são boas, encenam bem, embora uma delas, a que interpreta a mulher mais velha (Iná de Carvalho?), estivesse um pouco nervosa e esquecesse seu texto em diversas passagens da peça. O espetáculo começa quente, fica morno no meio e finda com um frio discurso panfletário e moralista — nada mais chato, convenhamos.

Dei umas cochiladas no meio da peça. Não agüentava o constante sobe-e-desce das atrizes do palco para a platéia, muito menos o jogo de perguntas e respostas encenado por elas e por Darson, o típico machista. Há uma tentativa de despertar novamente o interesse da platéia na metade da peça, quando as três mulheres recorrem a um homem aleatório sentado nas poltronas, fazendo-o subir até o palco e simular uma pose sexual. Chato, bobo, chiché e nada catártico.

As mulheres, acredito, são as que mais gostaram de Herótica. É claro, ver alguém verbalizar tudo aquilo que você sente, mas nunca teve coragem de dizer, deve ser delicioso. Mais delicioso ainda é ver o homem humilhado frente à grande platéia e pretensamente culpá-lo por todos os males sociais. Elas acreditam que o discurso machista está fora de moda; o feminista, praticado amplamente, é a solução ara seus problemas.

O que mais gostei foi que, ao final, na saída do teatro, distribuíam dados para homens e mulheres jogarem uns com os outros. Ao invés de números, as frases: tire duas peças de roupa, coloque uma peça de roupa… a moral é despir seu combatente. A única coisa divertida da peça, de fato.

EDIT: engraçado também os homens pagarem meia para entrar…

I like it

Sábado. Permanência descompromissada frente à televisão. Alguns canais e, por fim, a MTV. Ainda tenho algo de pop-chumbrega em mim.

Eis que passa esse clipe do Kanye West. A música não é das melhores, mas o vídeo é sensacional. Esbanja tipologias, efeitos e jogos visuais. Aos que não suportam rap, acho que até vale o calvário sonoro.


January 18, 2008

Hã?

Comercial criado para a Sky movies:



O Kassab ligou e pediu a idéia de volta. Beijo!

Contradição? Paradoxo? Magina!

O hype agora é a publicidade se autodifamar.

January 16, 2008

Information (over) flow

Estava conversando com o yassuda hoje: muito está sendo dito sobre a tendência da seleção de informação, em que o jovem — protagonista na mudança de paradigmas que está acontecendo na web — pega uma coisa que lhe seja pertinente aqui e acolá, e, de certa forma, monta sua própria newslist. Mas alguns aplicativos, como os readers da vida, facilitam demais a compilação de informação, resultando no agrupamento de centenas de notícias; assim, provocam um fenômeno exatamente contrário àquilo que se propõem: oferecem informações excessivas e totalmente dispensáveis.

January 14, 2008

Direto do BBB

Blog de uma das participantes, Gyselle:

oi gente estou muito confiente pois vcs ai fora sabe o que estqr acontecendo aqui
a mulher rendera que muito fica nessa casa bbb e muito importante na minha vida
e vcs sabe que as primeiras semanas sao complicadas e essa tal de juliana nao vai com minha cara pois eu rendo e vou render ainda muito mas no bbb se vcs me deixaram aqui
beijos meus amigos da net minha familia te amo
e abraco p todos de

Oi? Be kind, rewind?

Preto e branco

Antigamente, eu achava que torrent era a coisa mais insensata do mundo. Digo, torrent pra filmes. Sabe, deixa seu computador ligado por uns dias só pra pegar um mísero filme, discografia, etc.? Até parece, né? (Alô, Eletropaulo, coloca meu nome na lista VIP?)

O conceito acabou mudando, todavia. Agora eu baixo, pelo menos, um filme por semana. Mas só filme mesmo. Baixar episódios de seriados — cujo tamanho é igual a de um filme — ainda me parece auto-agressão.

Na última remessa de downloads, assisti Borat e Tekkonkinkreet — Preto e Branco, aqui no Brasil. O primeiro filme dispensa comentários e o buzz já o vende. Já o segundo, menos conhecido, merece destaque, sobretudo pela bela narrativa visual inerente às animações japonesas.

Gosto de anime, mangá, hq e todo tipo de ícone do universo da cultura pop. Então, antes de assistir a esse filme, já estava certo de que iria gostar do que ia ver — algo como ver qualquer filme do Hayao Miyazaki, sabe? Eu já sabia que o diretor do filme era americano, mas as críticas positivas previamente lidas destruíram qualquer barreira que eu pudesse ter construído em relação ao filme. Desencanei total.

O filme conta a história de dois irmãos órfãos, Preto e Branco, que vivem na fictícia (mas não menos verossímil) Cidade do Tesouro, onde a ausência de órgãos de segurança legais abre espaço para outras organizações, como os yakuza, imporem suas regras, usando dos meios que julgarem convenientes (leia-se violência). Mas os irmãos relutam e fazem prevalecer seu domínio, sendo tão ou mais violentos que os outros. Por causa de sua influência, Preto e Branco passam a ser perseguidos por uma organização que tenta construir um parque de diversões na cidade. Daí em diante, o roteiro revela mistérios acerca dos irmãos, desenvolve bem suas personalidades e se desenrola tendo como pano de fundo as quatro estações.

O mangá que originou a animação, foi escrito por Taiyou Matsumoto, e foi lançado aqui pela Conrad. Na época, não tive curiosidade de ler. Achava alternativo demais.


January 11, 2008

Nomes. Um problema.

Eu sempre me divirto com as traduções de nomes de filmes, músicas e todo tipo de atração voltada ao entretenimento.

No Natal, meu pai me deu um livro chamado A Estrada da Noite, do filho do Stephen King, o Joe Hill. Resolvi googlar só hoje sobre o livro, pra saber o que já tinham escrito a respeito. Acabei descobrindo o nome original:

Tá, convenhamos que o nome ia ficar uma maravilha em português, mas, pô, que viagem.

January 10, 2008

Ain’t Johnny

Pude, enfim, assistir ao novo filme do Selton Mello, Meu nome não é Johnny. Antes, porém, de dizer qualquer coisa, devo confessar que num momento anterior ao buchicho todo que o filme tá tendo, eu não dava NADA pra ele, sobretudo por causa do nome do filme que ainda me causa estranhamento. Neuras à parte, posso dizer que o filme é bom, mas nada muito sensacional. Selton Mello está ok como João Estrela, mas, por vezes, sua veia cômica extravasa e desvia a atenção supostamente dirigida ao enredo. Esse comicismo, deve ser dito, permeia todo o filme e todos os personagens, talvez numa tentativa de ser uma válvula de escape para um assunto que ainda é tabu: o consumo e tráfico de drogas. A Cleo Pires está ótima. Fazendo papel dela mesma. Porque, vocês hão de convir, não há uma personagem sequer que ela faça e que convença; sempre fica aquele resquício, aquele “quê” de “acho que já vi ela fazer isso”.

Quem surpreende, entretanto, não é nenhum dos protagonistas, mas o ator Luís Miranda, que também deu as caras em “Sob Nova Direção” e “Terça Insana”. Ele sim usa o bom-humor na medida e hora certas em seu papel de presidiário-trincado-de-cocaína. Sempre quando ele aparecia, eu podia notar que as pessoas sentadas perto de mim se preparavam para mais uma cena engraçada, esboçando sorrisos ansiosos. Achei uma pena ele ter aparecido tão pouco.

Yoda e Vader — um quase-mashup

Nunca joguei Soul Calibur, mas, pelo que acompanho nas notícias de games, os produtores do jogo sempre colocam personagens especiais diferentes nas diferentes plataformas de games. Dessa vez não será diferente: Yoda e Vader, confirmados no trailer do jogo, estarão, respectivamente, no Xbox 360 e no Play 3. Ou seja, o embate entre os dois não será possível.

Melhor. Aposto que eles fazem isso porque as habilidades e comandos dos personagens devem ser idênticos. Mas que os fanboys iam gostar, ah, iam.


UPDATE: por falar em games, não podia desperdiçar a carga nerd do texto, sem comentar os lançamentos do ano: Final Fantasy 13 e Final Fantasy versus 13, ambos lançados para Playstation 3. Pelo trailer, dá pra perceber que, pelo menos no que diz respeito a CGs, os games estão muito bem, obrigado. A Sony espera que a 13a. edição da consagrada franquia de RPG esquente as vendas do console e consiga, de vez, superar as vendas do Wii.