Refresh: Grafite

Se tem um tipo de arte — embora muitos não a considerem como tal — que eu considero uma das mais cool, justamente por ser a menos pretensiosa, é o grafiti. A palavra “graffiti” é o plural de “graffito”, que deriva do grego e significa escrever, grafar. Outrora associado somente ao Hip Hop e a cultura dos guetos de Nova Iorque, o grafiti se disseminou por todo o mundo, bem como as leis que o baniram em quase todos os lugares. Alguns locais oferecem paredes, que figuram como telas gigantescas, onde o grafiteiro pode fazer sua arte sem nenhuma restrição. Todavia, o espaço é limitado e os trabalhos são constantemente substituídos.
O mais engraçado, é que o grafite persiste desde o Império Romano, em que o ato de grafitar era atribuído ao que hoje chamamos de pichar, ou seja, toda e qualquer intervenção em muros públicos, que tenham um tom social ou simplesmente se propõe a ser uma extensão de uma parte do inconsciente de alguém. Além disso, o grafite tem raízes na Itália, mais especificamente na década de 60, alimentado pelo movimento contracultural.
O propósito desse post, e dessa coluna, que eu chamo de Refresh, é postar uma série de referências que podem lhes servir ou não; mas o intuito é sempre abrir um leque de opções relacionadas a determinados assuntos.
A começar pelo Graffitti Creator, que é um site que disponibiliza alguns tipos de “fontes” que se assemelham àquelas que os grafiteiros geralmente utilizam. Existem algumas variações, de fontes para você testar e passar um tempo considerável desenvolvendo o símbolo que melhor lhe representar. Além disso, existe uma comunidade virtual e uma galeria de arte que contém fotos de paredes de algumas partes do mundo.
O Lost Art é um site que fornece ótimas referências sobre grafite em âmbitos nacional e internacional. Nele, é possível encontrar pérolas dos famosos Gêmeos e outros grafiteiros, além de imagens que seguem os temas que lhes introduzem: outdoor, style, travel e life. Tudo com muito gosto e design interessante.
Vale a pena também dar uma olhada nas páginas de grafites disponível no Flickr. Como se trata de um tema quase universal, as fotos que são enviadas, foram capturadas em países como México, Estados Unidos, Austrália e vários outros países da Europa.
Mas se tem um artista bem repercutido, cujo trabalho é pautado pela temática sócio-econômico, esse cara é o Banksy. Não se pode dizer que ele é um grafiteiro por natureza, sobretudo pelo fato de utilizar, na maior parte de seus trabalhos, estencils. Mas a intenção é válida, as ilustrações são interessantes e a crítica provoca reflexão — que é o mais importante, convenhamos.
E para fechar esse primeiro post do Refresh, uma reportagem feita para o canal Futura, e que abordou o universo dos grafiteiros:
Update: hoje, 23/12, o programa Domingo exibiu uma matéria sobre como o grafite está ampliando seu poder de fascínio: se antes ele estava legado à ilicitude das ruas, agora os grafiteiros são convocados para fazer suas intervenções dentros das casas das pessoas. O programa também abordou a mudança de paradigmas: de marginalidade à arte.